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Imunoterapia com Nivolumab (Opdivo) se mostra eficaz no combate ao câncer

O câncer de cabeça e pescoço é um conjunto de doenças da via respiratória e digestiva superior (incluindo lábio, língua, faringe, laringe, cavidade nasal e glândulas salivares). Doenças aparecendo nestas localizações têm algumas semelhanças, a primeira é que se originam do mesmo tipo de célula, a célula da pele que recobre essas partes do corpo. A segunda semelhança é quanto aos fatores de risco. Existem aqui dois grupos, as doenças relacionadas ao fumo e ao álcool e as doenças relacionadas à infecção pelo vírus HPV (mais comum na língua e orofaringe).

O tratamento segue o mesmo princípio para todas estas partes do corpo, independe se a causa foi o cigarro ou vírus HPV. Quando a doença é detectada em estágio precoce, e está pequena, o tratamento é feito com cirurgia para a retirada do tumor. Quando a doença está maior, ou há comprometimento dos gânglios do pescoço, o tratamento pode ser feito tanto com cirurgia quanto com quimio e radioterapia juntos. Nesta situação é importante a avaliação conjunta do cirurgião, do oncologista e do radioterapeuta, para determinar a melhor forma de tratamento.

Existem situações onde a doença já saiu da região da cabeça e pescoço e alcançou órgãos a distância, normalmente usando os vasos sanguíneos para se espalhar para locais como o fígado ou o pulmão, é o que chamamos de doença metastática. Neste caso não há a possibilidade de fazer um tratamento que elimine a doença por completo. É feito então o tratamento com quimioterapia, que é administrada na veia e chega a todos os locais do corpo, com o objetivo de diminuir o tumor e controlar seu crescimento pelo maior tempo possível.

O tratamento com quimioterapia mais utilizado nestes casos são combinações de dois ou mais medicamentos, sendo sempre um deles uma platina (Cisplatina ou Carboplatina). O tratamento é repetido até que ele pare de funcionar, ou que não haja mais doença visível, ou que a pessoa esteja cansada, visto que podem ter esses efeitos colaterais. Quando o medicamento para de funcionar ele é trocar por outro, o que chamamos de segunda linha de tratamento.

Um estudo recente comparou Nivolumab, um estimulador do sistema imunológico, com vários tipos de tratamentos, aplicados na segunda linha. Nivolumab teve um resultado melhor em controlar a doença do que qualquer dos outros medicamentos utilizados e com menos efeitos colaterais.

Este medicamento não age diretamente no câncer, ele age estimulando a célula do sistema imunológico. Esta célula de defesa, quando ativada, procura e destrói o tumor. Isto tem se mostrado útil no tratamento de diversos tipos de câncer com o câncer de pulmão, rim, melanoma e agora no câncer de cabeça e pescoço.

Esta é uma nova classe de medicamentos com grande potencial em oncologia, nos últimos anos temos visto resultados promissores no tratamento de diversas doenças. É provável que vejamos resultados como estes em diversas outras doenças no futuro próximo.

Fonte: http://www.drfelipeades.com.br

Direitos dos pacientes:

O advogado Luciano Brandão, do escritório Bueno Brandão Advocacia, especializado em processos contra planos de saúde, ressalta que “no caso de negativas de cobertura por parte dos planos de saúde, o paciente pode recorrer ao Judiciário para questionar cláusulas abusivas que restrinjam o acesso ao tratamento e aos medicamentos prescritos.

O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, tem entendimento pacificado sobre o tema por meio de Súmulas:

Súmula 95 – TJSP “Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico.”

Súmula 96 – TJSP “Havendo expressa indicação médica de exames associados a enfermidade coberta pelo contrato, não prevalece a negativa de cobertura do procedimento.”

Súmula 102 – TJSP Havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS.”

No caso de negativas de coberturas, consulte um advogado.

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